Calculadora de Custo Real do Funcionário
Descubra quanto custa de verdade contratar um funcionário CLT no Brasil. Esta calculadora soma o salário bruto, INSS patronal, FGTS, férias, 13º salário, RAT e contribuições do Sistema S para mostrar o custo total real para a empresa. Tudo calculado no navegador — seus dados ficam só com você.
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Como calcular o custo real de um funcionário CLT?
No Brasil, o custo de um funcionário CLT vai muito além do salário combinado na contratação. Quando uma empresa contrata pelo regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), assume uma série de encargos obrigatórios que podem elevar o custo real entre 55% e 75% acima do salário bruto. Conhecer esse número é fundamental para qualquer empresário que queira precificar seus serviços corretamente, fazer projeções de fluxo de caixa e evitar surpresas no final do mês.
Os principais encargos são: INSS patronal (20% do salário no Regime Geral), FGTS (8%), férias com adicional de 1/3 (equivalente a 11,11% ao mês), 13º salário (8,33% ao mês), RAT (1 a 3% dependendo do grau de risco da atividade), e as contribuições do Sistema S (SENAI, SESC, SENAT, em média 5,8%). Some tudo isso e você terá o custo CLT real da sua empresa por funcionário.
Esta calculadora aplica as alíquotas vigentes em 2025 e permite comparar o Regime Geral com o Simples Nacional, onde as contribuições previdenciárias são calculadas de forma diferente e geralmente mais barata para empresas de pequeno porte.
Encargos sociais no Brasil: o que a empresa paga
Veja o detalhamento completo dos encargos patronais obrigatórios em 2025 para o Regime Geral:
- INSS Patronal: 20% sobre o salário bruto. É a contribuição previdenciária que a empresa recolhe ao governo para financiar aposentadorias, pensões e benefícios do INSS.
- FGTS: 8% do salário bruto, depositado mensalmente na Caixa Econômica Federal em conta vinculada do funcionário. Pode ser sacado em demissão sem justa causa, aposentadoria ou compra de imóvel.
- Férias + 1/3 constitucional: Todo funcionário tem direito a 30 dias de férias anuais, acrescidos de 1/3 do salário. Isso representa 11,11% do salário mensal como provisão.
- 13º salário: Equivalente a um mês de salário por ano, provisionado mensalmente em 8,33% do salário bruto.
- RAT (Risco Ambiental do Trabalho): Alíquota de 1%, 2% ou 3% conforme o grau de risco da atividade principal da empresa (código CNAE). Pode ser ajustada pelo FAP.
- Sistema S: Contribuições para SENAI/SESI, SESC/SENAC, SENAT/SEST, SEBRAE e outros, com alíquotas que variam de 0,6% a 3,3% conforme o setor, totalizando em média 5,8%.
No Simples Nacional, as empresas pagam uma alíquota unificada que já inclui a CPP (Contribuição Patronal Previdenciária), eliminando o RAT e as contribuições do Sistema S. As alíquotas variam de 11,33% a 20% dependendo do anexo e da receita bruta da empresa.
CLT vs PJ: qual é mais barato para a empresa?
Essa é uma das perguntas mais comuns entre empreendedores brasileiros. A comparação não é simples porque depende muito do perfil do trabalho e dos riscos envolvidos. Do ponto de vista financeiro puro, contratar como PJ (Pessoa Jurídica) pode parecer mais barato no curto prazo: sem INSS patronal, sem FGTS, sem 13º, sem férias obrigatórias. Um profissional PJ recebendo R$5.000 por nota fiscal custa exatamente R$5.000 para a empresa. O equivalente CLT com R$3.500 de salário bruto pode custar R$5.400 a R$5.800 em encargos totais.
No entanto, contratar PJ quando existe relação de emprego real (horário fixo, subordinação, exclusividade) é considerado "pejotização" pela Justiça do Trabalho e pode resultar em processos com pagamento retroativo de todos os encargos trabalhistas, mais multas e honorários. O risco jurídico pode ser muito maior do que a economia mensal. A orientação é: use CLT para relações de emprego efetivas e PJ para prestações de serviços pontuais ou com profissionais com autonomia real.
Para a maioria das empresas em crescimento, investir em um bom pacote CLT — com benefícios como plano de saúde, vale-refeição e participação nos resultados — é a estratégia mais eficiente para atrair e reter talentos, reduzir a rotatividade e manter a empresa em conformidade com a legislação.
Como reduzir o custo de contratar funcionários?
Existem algumas estratégias legais para reduzir o custo CLT. Se a empresa se enquadra no Simples Nacional, pode pagar alíquotas previdenciárias menores e não recolher Sistema S. O contrato de aprendizagem tem alíquota de FGTS de 2% (versus 8%) e isenção de algumas contribuições. Programas de PDV (Plano de Demissão Voluntária) e lay-off (suspensão temporária do contrato) são alternativas para períodos de dificuldade. Além disso, manter uma política de benefícios estratégica — priorizando benefícios com vantagem tributária como vale-alimentação, plano de saúde e participação nos lucros — pode aumentar a satisfação do funcionário sem aumentar proporcionalmente o custo previdenciário da empresa.